uma pequena amostra do excelente álbum High Violet, que estou a descobrir já tardiamente. foi considerado um dos melhores álbuns de 2010. os National vêm a portugal, se não me engano, em maio.
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the national| anyone's ghost
uma pequena amostra do excelente álbum High Violet, que estou a descobrir já tardiamente. foi considerado um dos melhores álbuns de 2010. os National vêm a portugal, se não me engano, em maio.
jennifer gentle| circles of sorrow
senhores de um rock psicadélico admirável, os jennifer gentle encontram nesta circles of sorrow uma sonoridade mágica, de uma outra dimensão. do notável álbum Valende (2004, SubPop), que viaja entre sonoridades ora mais coloridas, ora mais melancólicas. parafraseando a faixa final: "nada faz sentido" neste álbum. por isso é tão importante ouvi-lo, vivê-lo.
modest mouse| this is a long drive for someone with nothing to think about
e assim começa esse álbum perfeito.
radiohead| king of the limbs dia 19 de fevereiro
é verdade, sai amanhã aquele que é, para já, o mais forte candidato a álbum do ano. pela amostra desta excelente Lotus Flower, só podemos esperar coisa boa...
the n.e.c.| é não é?
supergrass| tales of endurance
variando entre o registo transcendente e o brit-pop que lhes é conhecido, os Supergrass têm neste Tales of Endurance um som de resistência, abrindo o excelente Road to Rouen de 2005, que inclui, por exemplo a brilhante St. Petersburg. é realmente uma pena que a banda britênica tenha acabado.
(creio que não existem mais para além desta. se alguém souber porque é que se chama part.4,5 6, pode acrescentar nos comentários)
Fleet Foxes| Helpless Blues em maio
com uma belíssima capa, Helpless Blues é, definitivamente, o nome do segundo e novo álbum dos Fleet Foxes. com uma primeira parte mais tradicional, o tema de avanço (de mesmo nome que o álbum) apresenta a sonoridade própria dos Fleet Foxes, desta feita banhada com guitarras eléctricas, no que pode ser uma aproximação aos Blues, como, aliás, parece ser prova disso o título do álbum.
Queen| Play the Game
não sou o maior fã de Queen. eles são me relativamente indiferentes. mas têm músicas fora do normal. é o caso da Bohemian Raphsody e desta Play the Game, por exemplo. sem luxos, constroem uma relativamente simples canção de amor. belíssima por sinal.
David Fincher| The Social Network
A Rede Social não é um filme de reflexão, é antes um filme de entretenimento que sai da memória com facilidade. mas é um filme de entretenimento notavelmente bem construído que não deixa o espectador perder a atenção, engolindo-o na música magistralmente composta por Trent Reznor e na realização intensamente cerebral de David Fincher que transforma uma simples história de negócios, traições e intrigas numa elaborada experiência das mais fortes emoções humanas. com boas interpretações (destacando-se a excelente do protagonista Jesse Eisenberg), o filme termina com Baby I'm A Rich Man dos Beatles, uma escolha perfeita. menos essencial que outros filmes de David Fincher, este é um filme que vale a pena ver.
PS:. as parecenças deste filme com o filme 21 são óbvias. descobri agora mesmo que ambos são adaptados de livros de Ben Mezrich,tendo produção da empresa de Kevin Spacey.
Broken Water ao vivo
voltando aos Broken Water, recebi feedback deles. um dos seus membros, jon, mostrou algum embaraço na inclusão do vídeo de uma performance da Memory, que, na opinião dele, não é das mais bem conseguidas. deixou também ligações de outros concertos. desde já agradeço ao jon, e aos broken water, por terem perdido tempo a ler o comentário ao álbum que eu fiz. e aqui ficam as escolhas de jon:
READ MORE » Broken Water ao vivo
"my daddy was an astronaut"
há muito que ando para ouvir alguma coisa do Nick Cave, escritor e guionista que ficou conhecido pela sua música com os Bad Seeds (Nick Cave & The Bad Seeds). os Grinderman editaram o segundo disco o ano passado, Grinderman 2, mas só agora ouvi esta Man In the Moon, um registo de 2007 que vale a pena ouvir: teclados que chamam por The Doors,um notável papel de guitarra (ou de similar instrumento de cordas eléctrico), um baixo aditivo com a bateria a finalizar. chega-se a sentir o sonho e desilusão da letra magistralmente composta por Nick Cave.
mudança de marés
a forma intempestiva como o piano entra em The Pelican, em harmonia com a voz desesperada, em nada previne o ouvinte para a força libertada aquando de "leave you nothing", desaguando numa sequência de bateria e guitarra perfeita. é uma alegoria de um pelicano e do pescador a quem rouba o peixe, uma relação humana em que existe aproveitamento de uma das partes, susceptível a forças superiores. retirada de Friend and Foe, o brilhante álbum dos Menomena!.
2010 em álbuns - 2. Broken Water - Whet
talvez seja exagerada esta posição dos Broken Water. partindo de influências claras de Joy Division e Pixies, os Broken Water caminham por registos muito longe das minhas preferências, caminhos paralelos a bandas como Best Coast e Dum Dum Girls, mas numa intensidade e complexidade muito superior. o que os fez merecer tão elevado posto no top foi a forma como conseguiram reproduzir esse som e construir um álbum perfeito dentro do estilo, para além de intenso e profundamente melódico.
um baixo digno de Peter Hook, uma bateria com alma, solos pequenos e escassos mas perfeitamente enquadrados e rasgueados aliciantes, para não falar nas duas vozes desanimadas, no melhor dos anos 90. adicione-se a isso alguns rasgos profundos de identidade própria e apresentam-se assim os Broken Water.
das 8 canções deste álbum de apenas 30 minutos há 3 músicas que se destacam naturalmente: a belíssima Kamilche House e as poderosas Say What's On Your Mind e Memory, esta última tendo o momento alto do álbum: um solo de guitarra fenomenal, pouco floreado, simples e eficaz.
PS:. ao vivo parecem ser bem interessante.
2010 em álbuns - 4. MGMT - Congratulations
os MGMT fartaram-se do indie pop e evoluíram para o indie rock psicadélico e, diga-se de passagem, ainda bem. já almejado o sucesso, decidiram usufruir da liberdade num álbum que, pelo menos no meu caso, demorou a cativar. enquanto no anterior trabalho (pelo menos nas músicas que passam na rádio, nunca me dei ao trabalho de ouvir o álbum anterior, tentei, mas não era para mim) destacavam-se melodias simpáticas que nos entravam pela cabeça dentro e não saiam enquanto não nos dissessem o quão bonitos éramos, neste a construção musical é bem mais complexa com variações de energia e de estados de espírito muito interessantes e com recurso a uma sonoridade e a elementos claramente psicadélicos. parece impregnado com uma boa dose de ironia. o próprio título é ironia pura, porque mais que se congratularem com o álbum anterior decidiram fazer algo diferente.
arrancando com a enérgica e festiva It's Working, atinge a melancolia em Someone's Missing, a loucura eufórica de Flash Delirium marcada por alguns rasgos de genialidade, o existencialismo de Siberian Breaks (é a palavra que utilizo para descrever "there's no reasons/ there's no secrets to decode") espalhado por 12 minutos absolutamente irresistíveis, o horror instrumentalmente riquíssimo Lady Dada's Nightmare, finalizando esta reflexão sobre o primeiro registo com a faixa-titúlo, também ela impressionante.
no futuro espero mais destes MGMT. este álbum mais do que uma confirmação, é a promessa de uma banda superior, ponto de transição entre o pop das massas e a música de culto.
arrancando com a enérgica e festiva It's Working, atinge a melancolia em Someone's Missing, a loucura eufórica de Flash Delirium marcada por alguns rasgos de genialidade, o existencialismo de Siberian Breaks (é a palavra que utilizo para descrever "there's no reasons/ there's no secrets to decode") espalhado por 12 minutos absolutamente irresistíveis, o horror instrumentalmente riquíssimo Lady Dada's Nightmare, finalizando esta reflexão sobre o primeiro registo com a faixa-titúlo, também ela impressionante.
no futuro espero mais destes MGMT. este álbum mais do que uma confirmação, é a promessa de uma banda superior, ponto de transição entre o pop das massas e a música de culto.
2010 em álbuns - 5. Crippled Black Phoenix - I, Vigilante
de todos os projectos influenciados pelo rock progressivo dos Pink Floyd, este é um dos meus favoritos. Crippled Black Phoenix é um supergrupo britânico cujos membros vêm de bandas como Mogwai, Iron Monkey, Electric Wizard e Gonga. a banda, que se formou em 2004, lançou 4 álbuns, 3 dos quais entre 2009 e 2010. um deles este I, Vigilante.
poderoso, épico, este álbum move-se em torno de um conceito que ronda a justiça após a injustiça (talvez daí o vigilante do título), como a bonança após a tempestade, socorrendo-se de factos históricos (que eu desconheço) na construção dos papéis líricos. as letras, maioritariamente duras, pouco flexíveis e contidas, libertam-se em determinados pontos da música levando atrás de si toda a música, e a voz, obviamente. é esta harmonia que nos desarma. escusado será dizer que o trabalho das guitarras está absolutamente bem conseguido, assim como a bateria e o baixo. este último, em algumas linhas, assume contornos inesperados que fazem toda a diferença. há ainda piano, orgão e diversas cordas que funcionam na perfeição, conferindo uma voz épica ao álbum. é o caso de Bastogne Blues, que apresentando alguma influência oriental, é um épico que parte da ideia de um jovem nazi morto cuja imagem ia sempre atormentar, à noite, o narrador. muito forte e intempestiva aparece We Forgotten Who We Are, que constata a falta de interesse que existe em relação à história, com a bonança de Fantastic Justice, que remete para um futuro, ou presente, em que as injustiças findarão, ou pelo menos para essa esperança.
o álbum abre de uma forma desarmante com Troublemaker, que com um refrão aditivo, perfeito e de efeito duradouro, se torna a faixa mais poderosa do álbum. a explosão que ocorre no refrão, permite tudo isso, com baixo, guitarra e voz a puxarem todos para o mesmo lado.
apesar de não tão frequentemente como outras bandas, os CBP recorrem ainda a alguns clichés do rock progressivo, que só os prejudica, pois eles, sendo uma banda de rock progressivo , abarcam muitas mais influências das outras experiências dos músicos que a constituem. talvez por causa disto eu considere que a música Of a Lifetime está a mais no álbum. talvez seja necessária para o conceito do álbum, mas musicalmente para além de não se assemelhar, não está ao nível das faixas anteriores. pelo menos para os meus ouvidos. e só por isso este álbum não está uns lugares acima.
2010 em álbuns - 6. Gorillaz - Plastic Beach
as diferenças entre este Plastic Beach e o anterior Demon Days são óbvias: num ambiente mais amplo, uma variedade de sonoridades maior, um conceito, talvez, menos interessante. enquanto alguns álbuns ganham força na homogenia, este vai buscá-la à grande variedade de músicas e estilos. é sobretudo um álbum menos sombrio. temos White Flag com os jambés e os sons de influência aparentemente árabe, Rhynestone Eyes em que a voz de Damon Albarn ganha o máximo protagonismo, Stylo, a faixa mais sombria do álbum com participações de Mos-Def e Bobby Womack, a super-alegre Superfast Jellyfish, Glitter Freeze com Mark E. Smith (The Falls) que parece mesmo uma qualquer faixa do último álbum dos Muse, só que melhor (com excepção das mais orquestrais), Some Kind of Nature, música relativamente bem disposta que merece a voz de Lou Reed, On Melancholy Hill, provavelmente a música mais bela do álbum, a faixa-título que arranca patrocinada pelos Clash, naquela que é uma das melhores músicas do álbum, principalmente, mas não só, graças à introdução, To Binge calma e preguiçosa com Little Dragon, um quase À Cappela de Bobby Womack (Cloud of Unknowing), e Pirate Jet que encerra com muita classe e nível o álbum, entre outras que passam mais despercebidas. não sei se consegui, mas pelo menos tentei demonstrar a grande variedade de sons deste álbum.
não sou o maior apreciador de música electrónica, mas estes Gorillaz, que têm muito de electrónico (o último álbum deles The Fall pareceu-me, nos poucos contactos que tive, ainda mais electrónico), não deixam de fazer parte das minhas bandas favoritas e são das bandas mais influentes do momento.
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