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A Anedota da Educação



Vivo numa vila onde tudo se sabe em pouco tempo. Toda a gente sabe se fulano tal casou ou não. O concelho tem 30000 habitantes, a vila não deve ter metade disso, por isso... Toda a gente sabe quem morre, e espalha a notícia. Também se sabe dos cancros, quem teve quem não teve. Pois bem, nos últimos dois anos cerca de 5 professoras na escola teve cancro, o que é muito elevado, para um concelho onde muita pouca gente chega a ter cancro. No concelho os casos também têm disparado, mas creio que não tanto como na educação, que é apenas uma pequena classe profissional, que não deve representar um décimo da população do concelho. No entanto os casos conhecidos de cancro devem ser bem mais que um décimo que os manifestados em todas as classes profissionais.

O amianto é uma substância cancerígena e representa a cobertura de grande parte das escolas do país. Naturalmente este pode ser visto como um factor perigoso, e é. As escolas não fazem a sua substituição, nem os conselhos executivos, nem a entidade máxima da Educação. Já tive um professor que fazia parte do Conselho Executivo. Segundo ele a quantidade de amianto nas coberturas não era muito considerável, pelo que não se justificava o emprego de quaisquer fundos. Ora, esta é uma substância extremamente cancerígena, proibida nalgumas partes do Brasil, França, Inglaterra, ...Todas as partículas de amianto são consideráveis!

Seria muito caro substituir todas essas coberturas por chapas metálicas? Talvez não fosse barato, mas não seria mais caro do que os novos plasmas que apareceram na escola, provavelmente fruto do plano tecnológico, que, numa escola com este atentado à saúde pública e onde chove dentro por vezes, se torna ridículo. Muito, muito ridículo!

Sei que disse que não iria mais falar de política, penso que até tenho cumprido, mas com coisas tão ridículas como isto, e com muitas outras que se têm passado (tantas), e eu calado, cada vez mais se vê que este primeiro ministro só sabe fazer propaganda política, esquecendo-se de que há um país que há cerca de 15 anos, 20, está à espera de governantes, e que nunca conheceu políticos 5*.

Fugi um pouco do tema, mas aquele homem,(perdoem-me o Ad Hominem) que faz tudo a pensar nas próximas eleições, que quer mandar no seu partido e nos outros, que se esquece que agora manda menos que os outros 4 partidos, e que só está no poder porque há alguns fanáticos, outros interessados, e alguns que não queriam arriscar noutra cor política, tira-me do sério, de tão pouco sério que é. Qualquer um dos outro quatro partidos era melhor escolha, pelo menos enquanto à frente do PS estiver esse senhor, " a esquerda possível" com que Manuel Alegre o apelidou, descendo na minha consideração (que era muito alta), esquecendo-se que Portugal para Sócrates são os poderosos, e um punhado de familiares.
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Imagens de Marca do Governo Sócrates

Há já algum tempo que não falo em política, até porque não tenho andado atento aos noticiários, nem tem havido nenhum assunto de especial relevância que me chamasse a atenção. Hoje no entanto, dois temas chamaram-me a atenção:

- o caso dos contentores

- o caso do campus da justiça

Estes dois casos são duas das marcas das políticas Sócrates. Por um lado,os negócios "pouco claros", e "pouco inteligentes", no caso de serem para bem do país. Por outro, as políticas para o Inglês ver (pode ser que assim criem mais outlet's em zonas protegidas de Portugal).



Comecemos pelo caso dos contentores: um negócio pelo que dizem péssimo (não me inteirei das condições), com a particularidade da Liscont não sair a perder de forma nenhuma! Se o negócio correr bem, a Liscont fica com os lucros, se correr mal, o Governo compensa-lhe as perdas. Peço desculpa, mas isto é tudo menos um negócio! É um presente! Faz lembrar outro caso muito semelhante, o da Cimpor. Não questiono o preço que a parte do Estado custou, mas sim o facto de caso as acções da empresa subam, o vendedor pode recomprá-las pelo preço a que as vendeu, mesmo que valham muito mais! Isto durante três anos. Só depois o Estado poderia vender a terceiros! Como vêem, isto é ridículo.

Quanto ao segundo caso, é óbvio que aqui não se pensa no que um Campus de Justiça deve ter! Ou seja, segurança! O Campus é muito bonito, e, possivelmente, cómodo, Mas segurança não tem nenhuma. Edifícios de "paredes de vidro", sem dúvida muito resistentes!

Só gostava que os políticos portugueses, e em especial Sócrates e amigos, pensassem mais nas necessidades do povo e menos na sua própria barriga.
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